Panorama da hepatite A em São Paulo
São Paulo está enfrentando um aumento preocupante nos casos de hepatite A. Segundo a Secretaria de Saúde, foram 1.880 casos no primeiro semestre de 2026, superando os 1.663 de todo 2025. Desde 2022, os números não param de subir, o que acende um alerta sobre as condições de saúde e higiene na região.
Por que a hepatite A está aumentando?
Alessandra Lucchesi, da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, aponta várias causas. As enchentes e enxurradas que atingem o estado podem contaminar a água. Além disso, práticas sexuais que favorecem a transmissão fecal-oral e o compartilhamento de seringas também contribuem para a disseminação da doença.
Impacto para o brasileiro comum
Para a população, isso significa um risco maior de contrair a doença, especialmente em áreas com saneamento básico precário. A hepatite A é uma infecção viral que afeta o fígado e pode ser transmitida por alimentos ou água contaminados. Sem tratamento, causa sintomas como cansaço, febre e icterícia. A situação reforça a necessidade urgente de melhorias nas condições de saneamento e higiene.
As regiões mais afetadas
O aumento de casos está concentrado em regiões como Ribeirão Preto, mas a situação em Guarulhos é ainda mais alarmante. O município notificou um surto, mas as autoridades estão monitorando a tendência de queda nos casos. Medidas como intensificação da vigilância epidemiológica e vacinação seletiva estão em prática, mas o risco persiste.
Prevenção e vacinação
A vacina contra a hepatite A é a principal forma de prevenção e está disponível no calendário infantil do SUS, aplicada em dose única aos 15 meses. Para adultos, grupos específicos como imunossuprimidos e usuários da PrEP também têm acesso à vacinação. Além disso, medidas de higiene, como lavar as mãos e consumir água segura, são essenciais para evitar a doença.
Julho Amarelo: conscientização e ações
Durante o Julho Amarelo, diversas ações de conscientização, prevenção e testagem foram promovidas em São Paulo. Em Diadema, por exemplo, atividades como rodas de conversa com manicures foram realizadas para disseminar informações sobre a transmissão de hepatites B e C. Na capital, a Secretaria Municipal da Saúde ampliou a oferta de exames nas Unidades Básicas de Saúde, focando no diagnóstico precoce das hepatites B e C.
FAQ
Qual a principal forma de transmissão da hepatite A? A hepatite A é transmitida principalmente por via fecal-oral, através do consumo de alimentos ou água contaminados e por contato próximo com uma pessoa infectada.
Quem deve se vacinar contra a hepatite A? A vacina é indicada para crianças aos 15 meses de idade e para grupos específicos de adultos, como pessoas imunossuprimidas ou que fazem uso da PrEP.
Quais são os sintomas da hepatite A? Os sintomas incluem cansaço, febre, mal-estar, icterícia (pele e olhos amarelados), náuseas e urina escura. Algumas pessoas podem não apresentar sintomas, mas ainda assim transmitir o vírus.
O que você deve fazer com essa informação
Com o aumento dos casos de hepatite A em São Paulo, é crucial que você e sua família tomem medidas preventivas. Se ainda não vacinou seu filho, procure o posto de saúde mais próximo. Adote hábitos de higiene rigorosos e certifique-se de consumir água tratada ou fervida. Fique atento aos sintomas e procure assistência médica caso suspeite de infecção. A prevenção é a melhor forma de combate a essa doença.
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Tags: hepatite A, saúde pública, prevenção, vacinação, São Paulo
Fonte Original: g1.globo.com
Foto: Reproducao / G1
