A notícia que nenhum torcedor brasileiro queria ouvir chegou nesta terça-feira (30): Lucas Paquetá, peça-chave no meio-campo da Seleção, teve confirmada uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda. O diagnóstico veio após exames de imagem realizados um dia depois da suada vitória por 2 a 1 sobre o Japão, pela segunda fase da Copa do Mundo. Agora, a comissão técnica de Carlo Ancelotti corre contra o tempo para recuperar o camisa 20 — ou encontrar um substituto à altura para as oitavas de final.
Paquetá sentiu o problema ainda nos minutos finais do primeiro tempo. Mancando visivelmente, ele deixou o campo no intervalo amparado por Neymar e outros companheiros, com muitas dores. Na volta para a etapa final, Ancelotti sacou o meio-campista e colocou Endrick. Mas a lesão pode ser mais grave do que se imaginava inicialmente.
O que se sabe sobre a lesão de Lucas Paquetá
De acordo com o boletim médico oficial da CBF, divulgado nesta terça-feira, Paquetá sofreu uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda. O departamento médico já iniciou um protocolo de tratamento intensivo, com acompanhamento diário. A entidade não estipulou prazo de retorno, mas a expectativa é que o jogador seja avaliado dia após dia para saber se terá condições de atuar nas oitavas de final.
Esse tipo de lesão é comum em atletas de alto rendimento, especialmente durante jogos de alta intensidade como os da Copa. A recuperação pode variar de 7 a 21 dias, dependendo da gravidade da lesão — que não foi detalhada pela CBF. Paquetá já havia sentido um desconforto muscular leve nos treinos da semana passada, mas foi liberado para jogar. Na visão do MundoManchete, essa decisão pode ter sido um risco calculado que agora cobra seu preço.
Por que Paquetá é tão importante para o Brasil
Desde a estreia, Lucas Paquetá foi titular absoluto sob o comando de Carlo Ancelotti. O camisa 20 (e antes camisa 8) desempenhava um papel híbrido: ora armador, ora homem de chegada na área. Ele era o responsável por fazer a transição entre a defesa e o ataque, especialmente quando Neymar recuava para buscar jogo. Sem ele, a equipe perde não só qualidade técnica, mas também entrosamento — algo que levou meses para ser construído.
Nas duas primeiras partidas do Mundial, Paquetá deu mais de 80 passes certos por jogo, criou três chances claras de gol e finalizou quatro vezes ao gol. Além disso, sua movimentação abria espaços para Vinícius Júnior e Rodrygo pelos lados. A última vez que a Seleção perdeu um titular por lesão às vésperas de um mata-mata foi em 2018, com Marcelo — e o Brasil acabou eliminado pela Bélgica nas quartas.
Quem pode substituir Paquetá no meio-campo
Ancelotti já testou alternativas durante o jogo contra o Japão. Primeiro, recuou Matheus Cunha para atuar mais centralizado. Depois, lançou Gabriel Martinelli em uma função diferente da que ele exerce no Arsenal — mais por dentro, quase como um segundo atacante. Nenhuma das duas soluções convenceu plenamente.
Outros nomes no elenco podem ganhar chance: André, do Fluminense, é um volante de origem, mas com boa saída de bola. Já Raphael Veiga, do Palmeiras, tem características mais ofensivas e finalização de média distância. E não se pode esquecer de Endrick, que entrou contra o Japão e deu mais intensidade ao ataque, embora não tenha a mesma capacidade de articulação de Paquetá. O técnico italiano terá que decidir rapidamente — o adversário das oitavas será conhecido nos próximos dias.
O que muda na prática para o brasileiro comum
Para o torcedor que acorda cedo para ver os jogos ou acompanha de casa, essa lesão mexe diretamente com a expectativa. O Brasil depende de um meio-campo criativo para furar retrancas — algo que times asiáticos e europeus costumam impor em fases eliminatórias. Sem Paquetá, o time pode se tornar mais previsível e dependente de lampejos individuais de Neymar ou Vinícius Júnior.
Além disso, a Copa do Mundo mexe com o humor e a economia do país: bares lotam, vendas de camisas disparam e até o mercado financeiro sente o ânimo da torcida. Uma eliminação precoce pode impactar setores como turismo e comércio. Por isso, a recuperação de Paquetá não é só uma questão esportiva — é também emocional e econômica para milhões de brasileiros.
O histórico de lesões na Seleção em Copas
Lesões de última hora são um pesadelo recorrente para o Brasil em Copas do Mundo. Em 1998, Ronaldo Fenômeno teve uma convulsão horas antes da final — e o resto é história. Em 2006, a seleção canarinho perdeu Edmundo por lesão antes mesmo da convocação. Já em 2014, Neymar fraturou uma vértebra nas quartas de final contra a Colômbia, e o Brasil desmoronou diante da Alemanha na semifinal.
O que diferencia o caso de Paquetá é o momento: a lesão ocorreu na segunda fase, não no mata-mata. Isso dá uma pequena margem para recuperação. Mas a história mostra que, quando um titular importante se machuca, o time tende a sentir mais do que o esperado. A comissão técnica sabe disso e já mobilizou o melhor departamento médico disponível.
Perguntas frequentes sobre a lesão de Paquetá
Qual é o tempo médio de recuperação para uma lesão na coxa?
Lesões musculares na parte posterior da coxa (isquiotibiais) podem levar de 7 a 21 dias para cicatrização completa, dependendo do grau. Se for grau 1 (leve), o jogador pode voltar em uma semana. Se for grau 2 (moderado), o prazo sobe para 15 a 21 dias. A CBF não informou o grau exato, mas o fato de Paquetá ter saído mancando sugere que não é um caso simples.
Paquetá pode perder o restante da Copa do Mundo?
Sim, é possível. Se a lesão for de grau 2 ou superior, e o Brasil avançar até fases mais adiantadas, Paquetá pode não ter condições de jogo. A decisão será baseada em exames de imagem diários e na resposta ao tratamento. O departamento médico da CBF é um dos mais modernos do mundo, mas não faz milagres — a biologia tem seu próprio ritmo.
Quem é o favorito para substituir Paquetá contra o adversário das oitavas?
Ancelotti ainda não deu pistas. Mas a tendência é que opte por um jogador com características ofensivas, já que o Brasil enfrentará um time que provavelmente se fechará na defesa. Raphael Veiga e Gabriel Martinelli são os nomes mais cotados. André pode ser uma opção se o técnico quiser mais proteção à defesa. O treino de quarta-feira (1º) deve dar a resposta.
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O que você deve fazer com essa informação
Fique de olho nos boletins médicos diários da CBF e nos treinos abertos da Seleção. Se você é torcedor, evite criar expectativas irreais — Paquetá pode ou não voltar a tempo. Acompanhe as coletivas de Ancelotti para entender qual será a estratégia tática. E, acima de tudo, apoie o time independentemente de quem entrar em campo. Uma Copa do Mundo se ganha com o elenco inteiro, não com um jogador só.
Tags: Lucas Paquetá, Seleção Brasileira, Copa do Mundo 2026, lesão muscular, oitavas de final
Fonte Original: terra.com.br
Foto: Reproducao / Terra
