O ranking mundial de seleções da Fifa virou de cabeça para baixo nesta quinta-feira (4). A França, que liderava com folga, sofreu uma derrota em casa para a Costa do Marfim (2 a 1) e despencou para a terceira posição. Quem herdou o posto foi a Argentina, seguida de perto pela Espanha. E o Brasil? Estacionou na sexta colocação, sem chances de subir tão cedo.
Mas o que isso significa para o brasileiro que acompanha futebol? Muita coisa. A nova metodologia da Fifa, que atualiza os pontos em tempo real, torna cada amistoso uma final. E a seleção de Carlo Ancelotti precisa urgentemente de vitórias para não ser ultrapassada por Marrocos, que vem logo atrás.
Por que a França perdeu a liderança (e o que isso ensina ao Brasil)
A derrota para a Costa do Marfim não foi apenas um tropeço. Pela nova regra da Fifa, amistosos contra times bem rankeados (como os africanos) têm peso grande. A França perdeu quase 8 pontos de uma só vez. E, em um ranking onde a diferença entre o 1º e o 3º é de apenas 5 pontos, isso foi fatal.
Na visão do MundoManchete, o caso francês serve de alerta para o Brasil. A seleção brasileira tem amistosos marcados contra adversários de peso nos próximos meses. Cada jogo pode render ou custar posições. E com a Inglaterra (4ª) e Portugal (5ª) à frente, qualquer escorregão pode jogar o Brasil para fora do G-6.
Além disso, a França agora precisa vencer seus próximos compromissos para não perder vaga no pote 1 dos sorteios de competições. O Brasil, na 6ª posição, já está no limite. Uma queda para o 7º lugar pode significar um grupo mais difícil em 2027.
O novo top 10: quem subiu, quem caiu e quem surpreendeu
Confira a lista atualizada do ranking Fifa (05/06/2026):
- 1º Argentina – 1874,81 pontos (subiu 1 posição)
- 2º Espanha – 1873,01 pontos (subiu 2 posições)
- 3º França – 1869,43 pontos (caiu 2 posições)
- 4º Inglaterra – 1825,97 pontos (estável)
- 5º Portugal – 1763,83 pontos (estável)
- 6º Brasil – 1762,66 pontos (estável)
- 7º Marrocos – 1756,94 pontos (subiu 1 posição)
- 8º Holanda – 1751,10 pontos (caiu 1 posição)
- 9º Bélgica – 1739,55 pontos (estável)
- 10º Alemanha – 1731,30 pontos (estável)
O grande destaque é a Espanha, que encostou na Argentina. Com uma geração jovem e resultados consistentes, os espanhóis podem assumir a liderança ainda em 2026 se continuarem vencendo. Já a França, mesmo com estrelas como Mbappé e Cherki, vive um momento de instabilidade.
Brasil estacionado: por que a seleção não consegue subir?
O Brasil está há meses na 6ª posição. E o motivo é simples: falta de vitórias expressivas contra times do top 10. Nos últimos amistosos, a equipe de Ancelotti empatou com a Inglaterra e venceu seleções de médio porte, o que rendeu poucos pontos.
Para subir, o Brasil precisa vencer adversários bem ranqueados fora de casa. O próximo grande teste será contra a Alemanha, em setembro. Uma vitória em Berlim pode render até 15 pontos e colocar a seleção na briga pelo G-4.
Outro fator é o peso das competições. A Copa América de 2024 ainda conta pontos, mas o Brasil foi eliminado nas quartas. Já a Argentina, campeã, acumulou uma vantagem que ainda não foi totalmente diluída.
O que muda na prática para o torcedor brasileiro?
Para o torcedor comum, o ranking pode parecer apenas um número. Mas ele define coisas concretas:
- Potes de sorteio: Seleções no top 6 (como o Brasil) ficam no pote 1 de competições como Copa do Mundo e Copa América. Isso significa evitar adversários fortes na fase de grupos.
- Prestígio e patrocínios: Quanto melhor a posição, maior o valor de mercado da seleção e dos jogadores.
- Calendário: Times bem rankeados têm mais peso na definição de datas de amistosos e torneios.
Se o Brasil cair para o 7º lugar, pode pegar um grupo com Alemanha ou França na primeira fase da próxima Copa. Isso seria um desastre para as chances de título.
Como a nova metodologia da Fifa funciona (e por que ela é mais justa)
Desde março de 2026, a Fifa adotou a atualização em tempo real do ranking. Antes, os pontos eram recalculados a cada três meses. Agora, cada partida altera os números instantaneamente.
O sistema é baseado no Elo, usado em jogos de xadrez. Vitórias contra times mais fortes valem mais pontos. Derrotas para adversários fracos custam caro. Por isso, a França perdeu tanto: a Costa do Marfim é boa, mas não está no top 10.
Para o Brasil, a boa notícia é que amistosos contra times como Uruguai e Colômbia (top 15) podem render pontos importantes. A má notícia é que qualquer escorregão contra um time menor (como Bolívia ou Peru) pode custar caro.
FAQ – Perguntas frequentes sobre o ranking da Fifa
1. O Brasil pode cair para o 7º lugar? Se sim, quando?
Sim. Marrocos está a apenas 6 pontos do Brasil. Se a seleção brasileira perder um amistoso e Marrocos vencer o seu, a troca de posições pode acontecer já na próxima atualização. O Brasil precisa vencer para se manter no G-6.
2. A Argentina vai continuar na liderança por muito tempo?
Depende. A Argentina tem uma vantagem pequena (menos de 2 pontos sobre a Espanha). Se perder um jogo, pode cair rapidamente. O ranking está tão equilibrado que uma única partida pode mudar o top 3.
3. Esse ranking influencia a Copa do Mundo de 2026?
Indiretamente, sim. O ranking define os potes para o sorteio. Quanto melhor a posição, mais fácil o grupo. O Brasil, no 6º lugar, está no pote 1, mas qualquer queda pode complicar a vida na fase de grupos.
O que você deve fazer com essa informação
Se você é torcedor da seleção brasileira, fique de olho nos próximos amistosos. Cada jogo é uma final para o ranking. Marque na agenda: Brasil x Alemanha (setembro) e Brasil x Uruguai (outubro) são decisivos.
Para quem aposta ou acompanha odds, o ranking atualizado pode dar pistas sobre o favoritismo das seleções. Times em alta (como Espanha e Argentina) tendem a ter odds menores.
E, claro, continue acompanhando o MundoManchete para saber em tempo real como cada partida mexe com a tabela. A liderança da Argentina pode durar pouco — e o Brasil pode surpreender.
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Tags: ranking fifa, seleção brasileira, frança, argentina, futebol internacional
Fonte Original: terra.com.br
Foto: Reproducao / Terra
