n Alonso critica F1 atual: habilidade do piloto perdeu espaço

Alonso critica F1 atual: habilidade do piloto perdeu espaço

Alonso critica F1 atual: habilidade do piloto perdeu espaço Reproducao / Terra

Fernando Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1, voltou a criticar abertamente o regulamento atual da categoria. Em entrevista ao jornal espanhol Marca, o piloto da Aston Martin afirmou que o desempenho dos carros passou a pesar mais do que a habilidade individual dos pilotos. Para ele, a nova geração de carros tornou as corridas menos emocionantes e mais previsíveis.

“Desapareceu a parte do piloto onde você empurra nas curvas ou faz uma ultrapassagem um pouco arriscada por fora ou se jogando no último momento, apurando a frenagem”, disse Alonso. “Você tem que ter mais bateria do carro da frente, apertar o botão e ultrapassar.”

A declaração acontece após mais um fim de semana difícil para a Aston Martin, que luta para se manter no pelotão intermediário. A equipe britânica começou 2023 como surpresa, mas perdeu rendimento ao longo da temporada e não conseguiu se recuperar em 2024 e 2025. Em 2026, a equipe ainda busca consistência.

Na visão do MundoManchete, a crítica de Alonso não é apenas um desabafo de piloto frustrado. Ela reflete um debate que cresce entre fãs e especialistas: a F1 moderna está mais focada em engenharia do que em pilotagem? E mais importante: o que isso significa para o brasileiro que acompanha a categoria?

O que mudou no regulamento que tirou a magia das ultrapassagens?

O regulamento técnico introduzido em 2022 foi pensado para tornar as corridas mais disputadas. A ideia era criar carros que gerassem menos turbulência aerodinâmica, permitindo que os pilotos seguissem mais de perto o carro da frente. Em parte, funcionou: o número de ultrapassagens por corrida aumentou.

Mas, segundo Alonso, o efeito colateral foi negativo. As ultrapassagens hoje dependem menos da coragem e da técnica do piloto e mais da gestão de bateria e do chamado DRS (Drag Reduction System). O DRS é um dispositivo que abre uma aba na asa traseira, reduzindo o arrasto e aumentando a velocidade. Para usá-lo, o piloto precisa estar a menos de um segundo do carro da frente em pontos específicos da pista.

“Você tem que ter mais bateria do carro da frente, apertar o botão e ultrapassar”, resumiu Alonso. “A parte do piloto onde você empurra nas curvas ou faz uma ultrapassagem arriscada desapareceu.”

Para o fã brasileiro, isso significa corridas mais previsíveis. Quem tem o carro mais rápido ou consegue gerenciar melhor a energia tende a vencer. A emoção de ver um piloto fazer uma ultrapassagem improvável — como Senna fazia em Interlagos — se tornou rara.

Alonso também lembrou que esse cenário já era esperado. “Nós dissemos no início do ano. Este regulamento ia trazer esse tipo de corridas.”

Como a habilidade do piloto perdeu espaço na F1 atual?

Imagem ilustrativa

O espanhol foi direto ao ponto: “Desapareceu a parte do piloto onde você empurra nas curvas ou faz uma ultrapassagem um pouco arriscada por fora ou se jogando no último momento, apurando a frenagem.”

Na visão de Alonso, o regulamento atual transformou o piloto em um gestor de sistemas. Em vez de sentir o carro e buscar o limite absoluto, o piloto precisa monitorar constantemente a temperatura dos pneus, o nível de energia da bateria e o momento certo de ativar o DRS. A pilotagem pura — o talento de traçar uma curva perfeita ou frear mais tarde que o adversário — perdeu relevância.

Isso explica por que pilotos como Max Verstappen e Lewis Hamilton continuam vencendo, mas também por que nomes como Sergio Pérez ou George Russell têm dificuldades em certos circuitos. Não é que eles sejam ruins; é que o carro define mais o resultado do que antes.

Para o brasileiro que acompanha a F1, isso gera uma frustração: ver pilotos talentosos como Alonso ou Charles Leclerc limitados pelo equipamento. E também levanta uma questão: será que a F1 está se tornando uma categoria de engenheiros, não de pilotos?

Na opinião do MundoManchete, a resposta é sim, em parte. Mas não é de todo ruim: a gestão de energia e pneus também é uma habilidade. Só que é menos emocionante de assistir.

O que Alonso e a Aston Martin podem fazer para mudar esse quadro?

Mesmo com as críticas, Alonso reconheceu que a reclamação não vai mudar o regulamento. “É a nova F1. Goste mais ou menos, ao piloto resta menos importância. Mas, ao mesmo tempo, não podemos reclamar.”

O espanhol reforçou que o foco deve estar em extrair o máximo do equipamento disponível para voltar a brigar na frente. A Aston Martin, que surpreendeu em 2023 com pódios consecutivos, caiu de produção em 2024 e 2025. Em 2026, a equipe ainda busca o acerto ideal.

Para Alonso, a solução é trabalhar duro nos bastidores. “Não podemos reclamar. Temos que extrair o máximo do equipamento que temos e tentar voltar a brigar na frente.”

O brasileiro que torce por Alonso ou pela Aston Martin pode esperar uma temporada de altos e baixos. A equipe tem potencial, mas precisa de consistência. E, enquanto o regulamento não muda, a habilidade do piloto continuará em segundo plano.

A última vez que um piloto venceu uma corrida claramente por mérito individual, e não pelo carro, foi talvez em 2021, com Verstappen em Abu Dhabi ou Hamilton em Interlagos. Desde então, a engenharia tomou conta.

O que o brasileiro comum perde com essa F1 mais técnica?

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Para quem acompanha a F1 como entretenimento, a perda é clara: menos emoção. As corridas se tornaram mais previsíveis. O DRS transformou as ultrapassagens em manobras quase automáticas. E a gestão de pneus virou uma ciência que tira a espontaneidade das disputas.

Mas há um lado positivo: a F1 nunca foi tão competitiva em termos de grid. Em 2026, pelo menos quatro equipes (Red Bull, Ferrari, Mercedes e McLaren) têm chances reais de vitória em qualquer corrida. Isso é raro na história da categoria.

Para o brasileiro que não é fã hardcore, a dica é: preste atenção nas estratégias e na gestão de energia. É um tipo diferente de emoção, mas ainda fascinante. E, se você sente falta das ultrapassagens arriscadas, vale rever clássicos dos anos 1990 e 2000 — como Senna x Prost ou Schumacher x Hakkinen.

Alonso, aos 44 anos, é um dos últimos pilotos que ainda tenta fazer a diferença com talento puro. Mas, como ele mesmo admite, o tempo dos heróis individuais na F1 parece ter passado.

Perguntas frequentes sobre a crítica de Alonso à F1 atual

Por que Fernando Alonso criticou o regulamento da F1?

Alonso afirmou que o regulamento atual, introduzido em 2022, reduziu a importância da habilidade individual do piloto. Segundo ele, as ultrapassagens hoje dependem mais da gestão de bateria e do DRS do que da técnica de pilotagem. Ele deu a declaração após mais um fim de semana difícil da Aston Martin, em 2026.

O que mudou na F1 que tornou as corridas menos emocionantes?

O regulamento de 2022 criou carros que geram menos turbulência, permitindo seguir mais de perto. No entanto, as ultrapassagens passaram a depender muito do DRS e da gestão de energia. Isso reduziu o espaço para manobras arriscadas e improvisadas, tornando as corridas mais previsíveis.

O que Alonso e a Aston Martin podem fazer para melhorar?

Alonso reconhece que reclamar não adianta. A solução é trabalhar para extrair o máximo do carro atual e tentar voltar ao pelotão da frente. A Aston Martin precisa de consistência técnica e desenvolvimento ao longo da temporada para que Alonso possa voltar a brigar por pódios e vitórias.

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O que você deve fazer com essa informação

Se você é fã de F1, entenda que a categoria está passando por uma fase de transição. O regulamento atual prioriza a engenharia, mas isso não significa que a habilidade do piloto desapareceu completamente. Ela apenas se manifesta de outra forma — na gestão de energia, pneus e estratégia.

Acompanhe as corridas de 2026 com um olhar mais crítico. Observe como os pilotos gerenciam a bateria e o DRS. E, se possível, assista a corridas históricas para comparar o estilo de pilotagem de antigamente com o atual.

Para quem torce por Alonso, a esperança é que a Aston Martin encontre o caminho de volta ao topo. O talento do espanhol ainda existe; falta o carro à altura.

Tags: Fernando Alonso, Fórmula 1, Aston Martin, regulamento F1, ultrapassagens


Fonte Original: terra.com.br

Foto: Reproducao / Terra