Arsenal confirma soberania e põe fim ao jejum com dois brasileiros no topo
A temporada 2025/26 da Premier League chegou ao fim com uma imagem que vai ficar na memória do torcedor: o Arsenal levantando a taça após uma campanha quase impecável. O título já estava garantido desde a penúltima rodada, mas a vitória por 2 a 1 sobre o Crystal Palace neste domingo (24) serviu para selar a supremacia do time londrino, que não vencia a liga inglesa desde 2004. Em campo, os brasileiros Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli foram titulares absolutos durante toda a campanha, mostrando que o caminho para o sucesso na Inglaterra passa cada vez mais pelos pés de atletas formados no Brasil. Gabriel Jesus, embora com menos minutos, também contribuiu com gols decisivos na reta final.
Na visão do MundoManchete, o título do Arsenal não é apenas uma conquista esportiva: ele representa a consolidação de um projeto que começou com Mikel Arteta lá atrás e que, hoje, serve de modelo para clubes que apostam na base e em estrangeiros que vestem a camisa com alma de protagonista. O time encerrou a Premier League com a melhor defesa e o segundo melhor ataque, números que explicam por que o troféu voltou ao Emirates Stadium após 22 anos de espera.
A última dança de Guardiola: City perde, mas aplaude o maior técnico da sua história
Enquanto o Arsenal comemorava, o Etihad Stadium vivia um misto de tristeza e gratidão. O Manchester City foi derrotado por 2 a 1 pelo Aston Villa, mas o resultado pouco importou para os torcedores que foram se despedir de Pep Guardiola. Após exatos 10 anos de um trabalho que revolucionou o futebol inglês, o espanhol anunciou que deixa o clube para uma pausa sabática. Sua saída marca o fim de uma era que trouxe ao City seis títulos da Premier League, uma Champions League e inúmeros recordes de pontos e vitórias.
A partida contra o Aston Villa foi um retrato da fase do City sem seu comandante emocional: criou chances, dominou a posse, mas cedeu a dois contra-ataques mortais. O gol de honra foi de Erling Haaland, o artilheiro da competição pela terceira vez seguida. Com o segundo lugar garantido, o City agora precisa se reinventar, e o MundoManchete acredita que o substituto de Guardiola terá a missão mais ingrata do futebol moderno — suceder um gênio que mudou a forma como se joga na Inglaterra.
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Salah se despede com empate e Liverpool fecha ano melancólico
Outro adeus que emocionou a torcida foi o de Mohamed Salah. O egípcio, maior artilheiro africano da história da Premier League, jogou sua última partida com a camisa do Liverpool no empate em 1 a 1 contra o Brentford. Salah não renovará seu contrato e deve seguir para uma liga do Oriente Médio, encerrando um ciclo de oito anos que transformou o clube de Merseyside em uma potência europeia novamente. Seu gol de despedida saiu aos 37 minutos do segundo tempo, após bela jogada individual, e foi celebrado com lágrimas pelo próprio jogador.
O Liverpool terminou a Premier League em quinto lugar, fora da zona de classificação para a Champions League, um resultado que reflete a inconsistência da equipe após a saída de Jurgen Klopp no ano passado. Na opinião do MundoManchete, a diretoria terá que usar o dinheiro da venda de Salah para começar uma reconstrução urgente, caso contrário o risco de se tornar um coadjuvante permanente na Inglaterra é real.
United segura 3º lugar, Chelsea afunda e a turma do meio surpreende
O Manchester United, que vinha de uma fase instável, garantiu o terceiro lugar ao golear o Brighton por 3 a 0. O desempenho sólido do time de Ruben Amorim (técnico que substituiu Erik ten Hag ainda em 2024) mostrou que os Red Devils podem ser a grande ameaça ao domínio de Arsenal e City na próxima temporada. Bruno Fernandes e Rashford comandaram o ataque, enquanto a defesa, com Casemiro como referência, não deu espaços.
Já o Chelsea fechou a participação de forma vexatória: derrota por 2 a 1 para o Sunderland e a décima posição final, a pior desde a chegada do novo dono Todd Boehly. Milhões de libras em contratações não evitaram um futebol sem alma. Na outra ponta, o Bournemouth surpreendeu com um sexto lugar, enquanto o Nottingham Forest, sob o comando de Nuno Espírito Santo, conseguiu um milagroso 16º lugar após um primeiro turno catastrófico. O Fulham bateu o Newcastle por 2 a 0 e os dois acabaram lado a lado na tabela: 11º e 12º, uma briga inglória, mas que ainda vale alguns milhões de libras de premiação.
O drama do rebaixamento: Tottenham respira, West Ham chora e três descem
A última rodada da Premier League 2025/26 foi sobretudo um filme de terror para as equipes que lutavam contra o descenso. O Tottenham, que precisava de uma vitória simples para escapar, conseguiu o triunfo por 2 a 0 sobre o Everton e seguiu na primeira divisão. O alívio em White Hart Lane foi imenso, já que o clube londrino jamais havia caído na era Premier League e uma queda seria um desastre financeiro e esportivo.
O West Ham, por sua vez, fez sua parte ao vencer o Leeds por 3 a 0, mas a combinação com a vitória dos Spurs selou o rebaixamento. A queda dos Hammers, campeões europeus da Conference League em 2023, é um dos maiores choques do futebol inglês nos últimos anos. Burnley e Wolverhampton, que já estavam condenados, apenas cumpriram tabela em um empate sem brilho em 1 a 1. Os três times disputarão a Championship na temporada seguinte, mas o West Ham, em particular, pode sofrer uma debandada de estrelas como Paquetá e Bowen.
FAQ: As principais dúvidas sobre o fim da Premier League 2025/26
Quem foi o artilheiro da Premier League 2025/26?
Erling Haaland, do Manchester City, conquistou sua terceira Chuteira de Ouro consecutiva. Apesar da temporada mais discreta do time, o norueguês manteve média superior a um gol por jogo, confirmando seu lugar entre os maiores centroavantes da história da liga.
O que muda para os times rebaixados financeiramente?
Cada clube que cai para a Championship perde pelo menos 60 milhões de libras em direitos de transmissão e patrocínios. Além disso, contratos de televisão exigem a liberação de jogadores caros, gerando um efeito cascata que pode dificultar o retorno imediato à elite. O West Ham, por exemplo, terá que vender para equilibrar as contas.
Quais brasileiros brilharam na temporada?
Gabriel Magalhães (Arsenal) foi o zagueiro com mais gols na liga, enquanto Martinelli acumulou 15 participações diretas em gols. Joelinton (Newcastle) foi o pulmão do meio-campo, e Richarlison (Tottenham) salvou o time do rebaixamento com dois gols na reta final. A presença brasileira segue como uma das mais influentes da Premier League.
O que você deve fazer com essa informação
A temporada 2025/26 da Premier League mostrou que o futebol inglês está mais equilibrado do que nunca, mas também entregou finais de ciclo que vão mexer com o mercado de transferências. Se você é um torcedor que acompanha a liga de longe, vale marcar no calendário a abertura da próxima janela de contratações (junho de 2026), pois os movimentos de Guardiola, Salah e dos rebaixados vão ditar o tom do próximo ano. Além disso, fique de olho nos brasileiros que podem pintar em novos clubes — o Arsenal já declarou que quer manter sua espinha dorsal, mas propostas de árabes e de outros gigantes europeus podem agitar os noticiários.
Para quem gosta de apostar em campeões de longo prazo, a dica é: observe a pré-temporada dos times que trocaram de técnico. A aposta no título do Arsenal veio de um trabalho consistente, e o City sem Guardiola será uma incógnita. Por fim, use o fim de temporada para revisitar lances históricos no YouTube ou em serviços de streaming — o MundoManchete tem certeza de que a despedida de Salah e o abraço de Guardiola nos jogadores do City vão entrar para a lista dos vídeos mais assistidos do ano.
Tags: Premier League 2025/26, Arsenal campeão, Guardiola sai do City, Salah deixa Liverpool, rebaixamento Premier League
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Foto: Reproducao / Terra
