O Banco do Brasil e a Uber anunciaram uma parceria que promete aliviar o bolso dos motoristas de aplicativo. Quem financiar um carro novo pelo Programa Move Brasil – Táxi e Aplicativos e mantiver as prestações em dia pode receber um cashback equivalente a até 3,5 parcelas do financiamento. O benefício é progressivo e calculado a cada 12 parcelas pagas pontualmente, reduzindo ainda mais o custo do crédito.
Na visão do MundoManchete, a iniciativa é um respiro para uma categoria que enfrenta custos crescentes com combustível, manutenção e locação de veículos. Combinada com as taxas reduzidas do programa federal, a parceria pode tornar a compra do carro próprio mais vantajosa do que alugar.
Como funciona o cashback do BB e Uber?
O cashback é um valor que volta para o motorista a cada 12 parcelas pagas em dia. O cálculo é progressivo: quanto maior o valor financiado e mais longo o prazo, maior o percentual de devolução. No total, o benefício pode chegar a 3,5 parcelas do financiamento.
Por exemplo: se a parcela mensal for de R$ 2.500, o cashback máximo pode atingir R$ 8.750 ao longo do contrato. O valor é creditado diretamente na conta do motorista no Banco do Brasil e pode ser usado como quiser — inclusive para abater parcelas futuras.
“O incentivo reduz ainda mais o custo do financiamento, somando-se às taxas de juros mais baixas oferecidas pelo programa”, afirmou o Banco do Brasil em comunicado.
Quem pode participar e quais os requisitos?
Para ter direito ao cashback, o motorista precisa cumprir três condições:
- Financiar um veículo novo pelo Banco do Brasil dentro do Programa Move Brasil.
- Manter todas as prestações em dia.
- Realizar, em média, pelo menos 240 viagens por mês pela plataforma da Uber.
O programa é válido para motoristas de aplicativo e taxistas. Há ainda uma reserva de R$ 3 bilhões para mulheres e outros R$ 3 bilhões para taxistas, dentro do total de R$ 30 bilhões disponibilizados pela linha de crédito.
Move Brasil: o que é e como funciona o financiamento?
O Programa Move Brasil foi lançado pelo governo federal no início de junho de 2026, com o objetivo de renovar a frota de veículos destinados ao transporte remunerado de passageiros. Ele permite financiar carros novos de até R$ 150 mil, incluindo modelos elétricos, híbridos, flex e movidos a etanol.
O prazo de pagamento pode chegar a 72 meses (6 anos), com carência de até seis meses para começar a pagar. As taxas de juros partem de 0,91% ao mês para mulheres e de 0,99% ao mês para homens — bem abaixo das taxas médias do mercado de financiamento de veículos, que giram em torno de 1,5% a 2% ao mês.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou que a parcela do financiamento pode ser equivalente à metade do valor pago na locação de um veículo. “Quem eventualmente financiar R$ 100 mil para comprar um carro desse valor, hoje, paga em torno de R$ 4.200 por mês pela locação de um veículo de até R$ 100 mil. Financiando em até 72 meses, a parcela ficará em R$ 2.500”, disse.
Passo a passo para aderir ao programa
O processo é dividido em três etapas:
- Cadastro e consentimento: o motorista deve se cadastrar na plataforma oficial do governo (disponível no site do MDIC) e autorizar a avaliação de suas informações pessoais para verificar se atende aos requisitos do programa.
- Confirmação da participação: em até 5 dias úteis após o cadastro, o motorista recebe a resposta sobre se está apto ou não. Atenção: a aprovação no cadastro não garante o financiamento — ainda é preciso passar pela análise de crédito do banco.
- Solicitação de financiamento: com a confirmação em mãos, o motorista pode procurar o Banco do Brasil (ou outros bancos participantes) para solicitar o crédito.
Na visão do MundoManchete, o cadastro prévio é um filtro importante para evitar que motoristas sem perfil adequado percam tempo com a solicitação de crédito. Mas é bom lembrar que a análise de crédito do banco é independente e pode barrar quem tem restrições no nome ou renda incompatível.
O que muda na prática para o motorista de aplicativo?
A parceria BB-Uber reduz o custo total do financiamento de duas formas: primeiro, com as taxas de juros mais baixas do Move Brasil; segundo, com o cashback por pontualidade. Na prática, um motorista que financia R$ 100 mil por 72 meses pode pagar cerca de R$ 2.500 de parcela (contra R$ 4.200 de locação) e ainda receber de volta até R$ 8.750 em cashback ao longo do contrato.
Isso representa uma economia potencial de mais de R$ 100 mil em seis anos, considerando a diferença entre financiar e alugar. Para quem já trabalha com transporte por aplicativo, a conta pode fazer valer a pena a compra do carro próprio.
No entanto, o motorista precisa manter a média de 240 viagens por mês — o equivalente a 8 viagens por dia — para não perder o benefício. Quem tem uma rotina mais leve ou enfrenta sazonalidade (como queda na demanda em feriados) pode ter dificuldade para cumprir a meta.
Perguntas frequentes sobre o cashback BB e Uber
1. O cashback é pago de uma só vez ou parcelado?
O cashback é creditado na conta do motorista a cada 12 parcelas pagas em dia. Ou seja, o motorista recebe o valor referente ao período de 12 meses de uma só vez. O montante é progressivo — quanto mais tempo de pontualidade, maior o percentual de devolução nas etapas seguintes.
2. Posso usar o cashback para abater o saldo devedor do financiamento?
Sim. O valor creditado pode ser utilizado livremente pelo motorista, inclusive para quitar parcelas futuras ou reduzir o saldo devedor. Não há restrição de uso — o dinheiro cai na conta e o motorista decide o que fazer com ele.
3. O benefício vale para motoristas que já têm financiamento no BB?
Não. A parceria é válida apenas para novos financiamentos realizados dentro do Programa Move Brasil, a partir da data do anúncio (26 de junho de 2026). Quem já tem um contrato de financiamento em andamento não poderá migrar para as novas condições. Será necessário quitar o contrato atual e fazer um novo dentro do programa.
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O que você deve fazer com essa informação
Se você é motorista de aplicativo e está pensando em trocar de carro, vale a pena simular o financiamento pelo Move Brasil no Banco do Brasil. Use a calculadora de financiamento do banco para comparar a parcela com o valor que você paga hoje de aluguel ou locação. Se a diferença for favorável, cadastre-se na plataforma do governo e veja se atende aos requisitos.
Lembre-se de que a média de 240 viagens por mês é uma exigência para manter o cashback. Se você costuma fazer menos corridas, avalie se consegue aumentar a frequência sem comprometer a qualidade de vida. Por fim, fique de olho nas taxas de juros: mesmo com o cashback, o custo total do financiamento depende do valor do carro, do prazo e da sua taxa de juros pessoal. Simule diferentes cenários antes de assinar o contrato.
Tags: Banco do Brasil, Uber, cashback, financiamento de veículos, motoristas de aplicativo
Fonte Original: g1.globo.com
Foto: Reproducao / G1
