Martinelli volta a treinar no Fluminense e acelera recuperação

Martinelli volta a treinar no Fluminense e acelera recuperação Reproducao / Terra

A torcida do Fluminense recebeu uma notícia que parecia distante há poucas semanas: o volante Martinelli está de volta aos treinos com o grupo. Nesta segunda-feira (25), ele participou das atividades no CT Carlos Castilho pela primeira vez desde a lesão muscular grave sofrida em 23 de abril, contra o Operário, pela Copa do Brasil. O retorno antecipado aos trabalhos com bola e contato físico acende a esperança de tê-lo em campo antes do previsto — mas ainda há cautela.

Uma lesão que assustou o clube e a torcida

O diagnóstico inicial foi um balde de água fria: lesão de grau 3 na coxa esquerda. Esse é o tipo mais severo de estiramento muscular, com rompimento significativo das fibras e tempo de recuperação que costuma variar de seis a oito semanas. O prazo estimado jogava o retorno de Martinelli para depois da pausa da Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho. A última partida do volante havia sido em 23 de abril, ainda pela Copa do Brasil, e desde então o time precisou se reinventar sem um dos seus pilares no meio-campo.

Para se ter ideia da gravidade, apenas 5% das lesões musculares no futebol profissional são classificadas como grau 3, e o risco de recidiva é alto se o retorno for apressado. No caso de Martinelli, o protocolo foi seguido à risca: fisioterapia intensiva, reequilíbrio muscular e, só depois, reintrodução progressiva aos treinos com bola — primeiro em separado, como aconteceu na semana passada, e agora com o elenco.

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De 6 semanas a 4: a recuperação que surpreendeu os médicos

O prazo original de seis a oito semanas foi estabelecido com base na extensão da lesão vista nos exames de imagem. Contudo, Martinelli voltou a treinar com o grupo apenas quatro semanas e meia após a contusão — um feito que impressiona até mesmo fisioterapeutas experientes. Segundo o “ge”, o jogador já realizava atividades com bola, mas sem contato, até que a evolução permitiu a participação plena no treino desta segunda-feira.

Esse avanço é resultado de um tripé que combina estrutura de ponta do CT Carlos Castilho, dedicação do atleta e uma equipe multidisciplinar que inclui médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos e nutricionistas. Mesmo assim, o clube mantém os pés no chão e evita projetar uma data exata de retorno, sabendo que lesões grau 3 exigem não apenas a cicatrização aparente, mas a recuperação da força e da resistência muscular para evitar novas rupturas.

Na visão do MundoManchete, a volta de Martinelli é um sopro de esperança para o Fluminense, que vive uma maratona de jogos decisivos. Mas a pressa — ou o desejo da torcida — não pode atropelar a ciência. Um retorno prematuro poderia significar perder o jogador por ainda mais tempo, talvez até para o restante da temporada.

O calendário implacável: Libertadores e Brasileirão sem descanso

A janela em que Martinelli se machucou não poderia ser mais ingrata para o tricolor. Na próxima quarta-feira (27), o Fluminense enfrenta o La Guaira em jogo que vale vaga nas oitavas de final da Libertadores. O volante certamente não estará em campo, mas sua recuperação acelerada pode influenciar a escalação nos próximos compromissos — especialmente se o time avançar na competição continental. No domingo (31), a equipe viaja a Belo Horizonte para encarar o Cruzeiro pelo Brasileirão, outro duelo em que a presença de Martinelli faria diferença.

Além dos jogos imediatos, o técnico Zubeldía precisa administrar o elenco para a sequência do ano. A Copa do Mundo de 2026 vai paralisar o futebol brasileiro entre junho e julho, servindo como uma segunda pré-temporada forçada. Se Martinelli conseguir estar 100% antes desse período, o tempo extra poderá ser usado para aprimorar a parte física e tática — um ganho estratégico para o restante da temporada.

Estatísticas que mostram o peso de Martinelli no time

Quando se fala em “jogador que faz falta”, os números de Martinelli reforçam o discurso. Em 2025, ele foi o líder em desarmes do Fluminense no Campeonato Brasileiro, com média de 2,8 por jogo, e o segundo em passes certos no campo adversário. Com ele em campo na temporada passada, o time teve aproveitamento de 62,3%, enquanto sem ele o índice caiu para 44,1%. A ausência recente já foi sentida: nos últimos quatro jogos sem o volante, o tricolor sofreu gols em todos e venceu apenas uma vez.

O mapa de calor do jogador revela ainda que Martinelli cobre uma área muito acima da média para um primeiro volante, auxiliando tanto na saída de bola quanto na recomposição defensiva. Essa característica permite que os laterais subam com mais liberdade, algo que ficou comprometido nas atuações recentes. Seu retorno, portanto, não é apenas sobre ter mais um nome à disposição, mas sobre recuperar o equilíbrio tático do time.

O que a medicina esportiva diz sobre lesões grau 3

As lesões musculares são classificadas em três graus. O grau 1 é um estiramento leve de poucas fibras; o grau 2, ruptura parcial; e o grau 3, ruptura completa ou quase completa do ventre muscular. No caso de Martinelli, a área afetada foi a porção posterior da coxa esquerda, grupo muscular conhecido como isquiotibiais — o mesmo que já tirou atletas de elite por meses. Em esportes de alta exigência como o futebol, a incidência de lesões nessa região chega a 12% de todas as contusões, segundo estudo do FIFA Medical Centre.

A volta antecipada é uma faca de dois gumes. Embora signifique que a resposta individual do atleta foi excelente, o risco de uma nova lesão no mesmo local é 30% maior nos primeiros dois meses após o retorno, caso a musculatura ainda não tenha atingido pelo menos 90% da força original. Por isso, o Fluminense deve submeter Martinelli a testes funcionais e de força isométrica antes de liberá-lo para partidas oficiais. A torcida pode esperar que ele fique no banco inicialmente e tenha minutagem controlada nos primeiros jogos.

FAQ: o que todo tricolor precisa saber

Quando Martinelli estará de volta aos jogos?

Apesar do treino com o grupo, o clube ainda não divulgou previsão oficial. O tempo médio para lesões grau 3 é de seis a oito semanas, mas a evolução acelerada pode antecipar o retorno para a segunda quinzena de maio — talvez como opção no banco já na partida contra o Cruzeiro ou no próximo compromisso do Brasileirão. Tudo dependerá da resposta muscular nos próximos dias e dos resultados dos exames de controle.

Uma lesão grau 3 pode deixar sequelas?

Se tratada corretamente, a chance de sequelas funcionais é baixa. O maior risco é a formação de fibrose no local, que pode limitar a elasticidade muscular e predispor a futuras lesões. Por isso, a fisioterapia inclui técnicas de liberação miofascial e exercícios excêntricos. Martinelli tem acesso ao que há de mais moderno nesse campo, então a expectativa é de recuperação completa.

Como acompanhar a evolução do jogador?

O Fluminense costuma divulgar boletins médicos oficiais, mas os treinos abertos à imprensa também oferecem pistas sobre a participação do atleta. Redes sociais do clube e setoristas que cobrem o dia a dia do CT são as fontes mais confiáveis para saber quando Martinelli será relacionado. Evite informações extraoficiais que possam gerar expectativas falsas.

O que você deve fazer com essa informação

Se você é torcedor do Fluminense, o momento é de otimismo contido. A volta de Martinelli aos treinos é real e representa um passo gigantesco, mas ainda não significa que ele estará em campo na próxima rodada. Acompanhe a preparação do time para a partida contra o La Guaira pela Libertadores e, depois, para o duelo com o Cruzeiro. Se o volante não for relacionado para esses jogos, não se frustre — a comissão técnica está prezando pela longevidade do atleta na temporada.

Já se você é um fã de futebol que gosta de entender os bastidores, aproveite para pesquisar mais sobre prevenção e recuperação de lesões musculares. É um tema que afeta todos os clubes e explica muito do rendimento dos times ao longo do ano. E, claro, fique ligado nas próximas notícias do MundoManchete: aqui você encontra a análise que vai além do placar, explicando os porquês de cada lance.

Tags: Martinelli, Fluminense, Libertadores, recuperação, futebol brasileiro

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Foto: Reproducao / Terra