A trajetória de João Gomes: Do Sertão para o Sucesso Nacional
Conheça o artesão responsável pelo chapéu de João Gomes e a história por trás do acessório que se tornou símbolo do cantor

O chapéu de João Gomes é mais do que um simples acessório. É um símbolo de identidade, uma homenagem ao seu avô e uma representação da cultura nordestina. Nesta reportagem, vamos conhecer o artesão responsável por criar esse chapéu e a história por trás do seu sucesso.
A Origem do Chapéu
O chapéu de João Gomes foi criado por Irineu, um artesão do Sertão de Pernambuco. A inspiração para o chapéu veio do avô do cantor, Nato Gomes, um vaqueiro respeitado no sertão. João Gomes sempre teve admiração pelo seu avô e queria criar algo que o homenageasse.
A ideia do chapéu surgiu como um presente simples, mas carregado de significado. A mãe de João Gomes, Kátia, pediu a Irineu que criasse um chapéu para o seu filho. Irineu lembra com detalhes do primeiro modelo: “Fiz esse vinho, nessa cor aqui. Dona Kátia me disse que no dia em que ele recebeu, dormiu com o boné na cabeça”.
O Sucesso do Chapéu
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Chapéu de Palha
Um chapéu de palha é o acessório perfeito para qualquer ocasião, seja um show de música ou um simples passeio ao ar livre.
Desde então, o chapéu passou a acompanhar João Gomes em todos os palcos. “Agora eu não subo sem ele”, afirma o cantor. O chapéu virou extensão da imagem de João Gomes, presente em shows, entrevistas e até apresentações históricas.
O termo “bonéu” ganhou força junto com o sucesso do acessório, reforçando a identidade nordestina e artesanal da peça, em contraste com tendências de grandes grifes.
O sucesso inesperado trouxe mais trabalho — e com ele, gratidão. “Eu vou até reclamar com João”, diz Irineu, em tom de brincadeira. “Ele me fez dobrar meu trabalho. Já chegando aos 60 anos, o homem me fez trabalhar o dobro do que eu tava trabalhando.”
João Gomes faz questão de exaltar o talento do amigo. “Eu conheço Irineu, sei da realidade dele. Sempre falo: ‘Você tem que ir pra Fashion Week, véio. Tem que ir pra Paris’”, brinca. Para o cantor, vestir peças feitas no sertão é também um posicionamento. “A gente chega em lojas de grife, vê umas coisas ‘peba’ com preço avassalador. É muito bom a gente vestir essa turma aqui.”
No fim da visita, seu Irineu ainda solta um repente dedicado ao cantor: “João Gomes, seja bem-vindo à cidade de Salgueiro. Tu tens um talento profundo, de Serrita para o mundo. Tu és o príncipe do piseiro!”
E resume, em poucas palavras, o sentimento que ajudou a moldar o bonéu — e a própria história dos dois: “Viva o menino que leva nosso sertão para o mundo sem esquecer as origens.”
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Imagem Destaque: Foto de Willian Cittadin na Unsplash
