n Copa 2026: 5 músicas que querem ser seu novo hino

Copa 2026: 5 músicas que querem ser seu novo hino

Copa 2026: 5 músicas que querem ser seu novo hino Reproducao / G1

Shakira já deu o pontapé inicial com “Dai Dai”, a música oficial da Copa do Mundo 2026, na cerimônia de abertura da última quinta-feira (11). Mas, como todo bom brasileiro sabe, o verdadeiro hino de uma Copa muitas vezes não é o oficial — é aquele que explode nas arquibancadas, nos bares e nas resenhas de família.

Em 2002, por exemplo, “Festa”, de Ivete Sangalo, virou tema não oficial do pentacampeonato, mesmo tendo sido lançada um ano antes. Agora, em 2026, artistas de diversos gêneros estão apostando alto para emplacar o som que vai embalar a torcida. Do funk ao pagode, passando pelo forró, o Brasil já tem pelo menos cinco candidatos a hit da Copa. Abaixo, o MundoManchete analisa cada um deles e o que trazem de diferente para a disputa musical.

“País do Futebol 2”: quando o funk encontra o pagode

MC Guimê resolveu revisitar um de seus maiores sucessos e trouxe uma roupagem totalmente nova para “País do Futebol”. Se a versão original, de 2013, era uma parceria com o rapper Emicida, a versão 2.0 aposta no pandeiro e no cavaquinho da Turma do Pagode. A pergunta do próprio cantor no lançamento — “Por essa vocês não esperavam, né?” — já entrega o espírito da faixa: surpreender e unir dois mundos musicais que, juntos, têm tudo a ver com a alegria brasileira.

Na visão do MundoManchete, a jogada é inteligente. O funk já é praticamente uma instituição nacional, e o pagode é a cara do churrasco e da resenha. Juntar os dois em uma música que já tem apelo nostálgico pode ser a receita para um hit que atravessa gerações. A pergunta que fica é: será que a nova versão vai conseguir repetir o sucesso da original, que até hoje toca em festas?

O clipe, cheio de referências ao futebol de várzea e à cultura de rua, já está dando o tom. Para quem gosta de uma mistura ousada, essa é uma das apostas mais interessantes.

“Turma Futebol Clube”: o pagode que virou time

Imagem ilustrativa

O Turma do Pagode não se contentou em apenas participar de uma faixa. O grupo criou um projeto completo em clima de Copa: o “Turma Futebol Clube”. Gravado em uma quadra de futebol em São Paulo, o DVD mistura roda de samba com pelada entre amigos, e o lançamento foi dividido em “Primeiro Tempo”, “Intervalo”, “Segundo Tempo” e “Pênaltis”. A primeira faixa divulgada, “Investigador”, surpreende por não falar diretamente de futebol — a letra é sobre alguém que mergulha no pagode para esquecer um amor.

Mas o clipe, todo gravado no campo e nos vestiários, entrega a vibe esportiva. A ideia é criar uma experiência imersiva, como se o ouvinte estivesse dentro do jogo. Para quem acha que pagode e futebol não combinam, o grupo mostra que a batida do cavaquinho pode ser tão empolgante quanto uma torcida organizada. A aposta é na ambientação, mais do que na letra.

O projeto é uma prova de que, às vezes, o clima da Copa está mais no visual e na energia do que na mensagem explícita. E, convenhamos, pagode e futebol sempre andaram juntos nos churrascos de domingo.

“Sou maria chuteira”: ressignificando o preconceito

O duo Benziê, formado por Vic Conegero e Du Pessoa, resolveu pegar um termo que sempre foi carregado de preconceito — “maria-chuteira” — e dar a ele uma nova perspectiva. A música, que mistura samba com o pop e reggae característicos do duo, busca empoderar as mulheres que são fãs de futebol ou que se relacionam com jogadores, tirando o peso pejorativo da expressão.

Vic Conegero conta que se inspirou em Beth Carvalho, Dona Ivone Lara e Maria Rita para criar as melodias. O resultado é uma faixa que pode agradar tanto quem curte um samba de raiz quanto quem está mais acostumado com o pop contemporâneo. Em tempos de discussão sobre o papel da mulher no esporte, a música chega como uma declaração de orgulho e pertencimento.

Na visão do MundoManchete, essa é a aposta mais ousada entre as cinco. Não tenta ser um hino de arquibancada, mas sim uma reflexão dançante. Pode não tocar nos estádios, mas tem potencial para virar trilha sonora de muitos stories e posts nas redes sociais.

“Tu pode falar mal”: Ronaldinho Gaúcho entra em campo

Imagem ilustrativa

Wesley Safadão convocou dois pesos pesados para sua aposta de Copa: Ludmilla e Ronaldinho Gaúcho. “Tu pode falar mal” mistura forró e pagode, e a letra não faz questão de mencionar futebol — a ideia é ser uma música para cima, com a cara do brasileiro, independentemente do contexto. A presença de Ronaldinho, que disputou as Copas de 2002 e 2006 e foi peça-chave no pentacampeonato, é o grande trunfo.

Safadão destaca que a faixa é “uma música para cima, com a cara do brasileiro. Quando juntamos música, futebol e grandes nomes como Ludmilla e Ronaldinho, o resultado só poderia ser uma festa”. E é verdade: a combinação de um dos maiores jogadores da história com duas potências da música brasileira tem tudo para chamar a atenção.

O que falta em referências diretas ao futebol sobra em carisma. Ronaldinho não canta, mas sua participação no clipe e na divulgação já é suficiente para gerar engajamento. Para quem gosta de forró e quer uma música para dançar antes, durante e depois dos jogos, essa é uma forte candidata.

“Canário de Raça” e “Brasil”: nostalgia e favela

Duas faixas fecham a lista com propostas distintas, mas igualmente potentes. “Canário de Raça”, de Tucho, Guga Nandes e Zag (neto de Zagallo), sampleia a icônica frase “Vocês vão ter que me engolir” do lendário técnico. A música mistura funk e pagode e é uma homenagem direta à garra brasileira. Zag, neto do “Velho Lobo”, diz que é impossível falar de Copa sem lembrar do avô, que esteve presente em quatro dos cinco títulos mundiais do Brasil.

Já “Brasil”, de MC PH, MC Hariel e MC Marks, aposta no funk pesado e na atmosfera de torcida. O clipe, lançado em maio, faz questão de homenagear a “era de ouro” da seleção, citando Ronaldo, Romário, Ronaldinho, Rivaldo e outros craques. A letra fala de vibração e união, com um refrão que pede para ser cantado em coro.

As duas músicas representam bem o que o brasileiro espera de um hit de Copa: nostalgia para quem viveu as glórias passadas e energia para quem quer cantar junto. Enquanto “Canário de Raça” apela para a emoção e a memória afetiva, “Brasil” foca no presente e na celebração coletiva.

O que você deve fazer com essa informação

Se você está montando a playlist para os jogos do Brasil, não precisa se limitar às músicas oficiais. As cinco faixas listadas aqui têm estilos diferentes e podem agradar a diversos gostos. O ideal é ouvir cada uma e ver qual combina mais com o seu momento: pagode para o churrasco, funk para a resenha, forró para a dança. E, claro, fique de olho nas redes sociais — o hit que realmente vai bombar pode surgir de um vídeo inesperado.

Para ouvir todas com a melhor qualidade, um bom fone de ouvido ou uma caixa de som portátil faz toda a diferença.

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Perguntas frequentes sobre os hits da Copa 2026

Qual dessas músicas tem mais chance de virar um hit nacional?

Considerando o histórico de Copas anteriores, músicas que misturam gêneros e têm apelo nostálgico costumam se sair melhor. “País do Futebol 2” e “Tu pode falar mal” têm grandes nomes e uma base de fãs já consolidada, o que aumenta as chances de viralizar. No entanto, “Brasil”, dos MCs, pode surpreender pelo ritmo dançante e pela letra que exalta a seleção.

Por que as músicas não falam diretamente de futebol?

Diferente das músicas oficiais, que são encomendadas para a Copa, as faixas “por fora” buscam capturar o clima de festa e celebração que envolve o torneio. Muitas vezes, uma letra genérica sobre alegria, superação ou amor funciona melhor do que uma que cite jogadores ou jogadas, pois pode ser adaptada a outros contextos e durar além do campeonato.

Onde posso ouvir essas músicas?

Todas as faixas estão disponíveis nas principais plataformas de streaming, como Spotify, Deezer e YouTube. Basta buscar pelo nome da música ou do artista. Algumas já têm clipe oficial, o que ajuda a entrar no clima visual da Copa.

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Fonte Original: g1.globo.com

Foto: Reproducao / G1